quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A TRIBO UBUNTU

















A jornalista e filosofa Lia Diskin, contou, no Festival Mundial da Paz, em Florianópolis (2006), o seguinte caso de uma tribo africana chamada Ubuntu:
"Um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve de esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto. Sobrava muito tempo, então, propôs uma brincadeira para as crianças, a qual achou ser inofensiva. Comprou uma porção de doces e guloseimas, colocou tudo num cesto bem bonito com um laço de fita e o colocou debaixo de uma árvore. Chamou as crianças e combinou que, quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro. As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!", instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes. O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou por que tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces. Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?" Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando, estudando a tribo e não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo.
Ubuntu significa: "SOU QUEM SOU PORQUE SOMOS TODOS NÓS!"